Treze de Maio.
Desde a muito tempo venho
a ti meu senhor , para que
me liberte desta escravidão... onde
meus ossos parecem ripas finas
cortadas a facão.
Pois tantos anos de servi com
lealdade e servidão.
Olho a noite para os céus
e sempre vejo o clarear de
seu bom coração.
Desde a muito tempo venho
a ti meu senhor e criador... oro a ti
para que me ouça na dor dos
açoites nas madrugadas
por seus caçadores de negros
fujões. E isso está a acontecer
por que as almas já
estão a caminho de deus nosso senhor.
Pois então liberte-me deste mal : pois o
que é um homem sem liberdade e sem
família te pedindo fim desta
miserável escravidão.
Ademir o poeta.
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