SE EU FOSSE O VENTO
Se eu fosse o vento, ia ao teu ouvido
levar segredos feitos de luar,
e em cada rama, leve a sussurrar,
diria o nome teu, enternecida.
Se eu fosse o mar, profundo e comovido,
vinha aos teus pés em ondas descansar,
e ao ver teus olhos claros a brilhar,
ficaria eterna, meiga e repartida.
Se eu fosse estrela, à noite acenderia
um fogo doce sobre a tua estrada,
para afastar de ti qualquer tristeza.
Mas sendo apenas verso e poesia,
ofereço-te esta alma desarmada,
que te ama em silêncio e singeleza.
Maria Antonieta Matos
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