MORADA
Paulo Sérgio Rosseto
Todo dia morrerá sempre um pouco o dia todo
E fará restar ainda outro tanto para a próxima hora
Não é que o propício seja mais cedo ou mais tarde
Ou agora
O cerne sempre estará no intervalo da demora
Desde o findar do ciclo
Até a próxima aurora
Por mais intenso e complexo que pareça sentir
Viver nos desafia os instantes
Por isso
Tudo anseia adiante
Preciso seria seguir no tempo
Ou o tempo estranhar-se com sua exata medida
E a gente ir embora
Mas não há outro lugar
É nesse espaço que a gente mora
@psrosseto
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