Recomeçar não é esquecer a dor.
É olhar para ela sem se abandonar.
É saber segurar a própria mão.

O amor próprio nasce assim:
pequeno no início,
quase tímido,
como uma flor crescendo entre ruínas.

Então um dia você se escolhe.
Sem culpa.
Sem medo.
Sem diminuir a própria luz para caber em alguém.

E percebe que recomeçar
talvez seja isso:
voltar para si mesma
e, finalmente, sentir-se lar.

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