As palavras que deixam o aroma

da tua alma nesta distância oceânica

convidam a imaginar o que o silêncio

pode fazer conosco, dia e noite,

além de encantar o coração

para o rito íntimo de iniciação.

 

O que há em mim não tem parado

de clamar para o momento chegar.

Observando um par de tapicurus

na Baía de Babitonga,

fiquei sonhando de olhos abertos

como será quando a gente se encontrar.

 

Se é amor ou paixão, quero que nos dê

céu e asas, para não temermos voar,

para ignorar previsões do fim do mundo

ou quando disserem que o romance

já não terá mais tempo ou chance de durar:

que a gente tenha a coragem de dobrar a aposta.  

 

Porque desde o dia em que te conheci

não acho mais graça em ninguém

para conversar, e algo tem me dito

que a recíproca é a mesma.

Ora tenho sido o papel e você a caneta,

sem pensar muito a gente sempre inventa.

 

Quando a hora certa nos brindar,

que venha a certeza lado a lado,

que o aconchego de sossegar

acompanhados venha se celebrar,

e de tudo a gente se permita desligar

sem se importar com o que irão pensar.  

 

 

 

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