EU SOU O POÇO, VOCÊ O FUNDO
Eu sou o poço, cada vez mais fundo,
E continuo cavando rápido,
Assim chego em você,
Que me puxa para baixo.
Você é a lama que me prende ao fundo,
De verdade, é você esse fundo pegajoso,
Do pior barro do mundo,
Um breu horroroso.
Que saudade de um tempo
Em que eu era livre,
Vivia bem contente,
Nessa época de tudo eu tive!
Mas daí tudo mudou,
Parei no meio da estrada,
E logo comecei a cavar
Esse poço que me atolou.
Sofrimento sem igual,
No início eu até gostava,
Achava que era normal.
Eu te adorava!
O tempo foi passando
E o buraco só afundava,
Era eu mesmo cavando,
E como eu trabalhava!
Foi você a culpada?
Já nem sei a resposta,
A sua culpa já foi descartada,
Talvez seja eu um bosta.
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