Eu sinto muito por não
vencer na vida .
Pois falta de luta não foi ,
trabalhei como louco desde
criança e minha mente está
cansada.
Vou ao quintal e observo os 
morcegos em revoadas ...
quando eles ficam assim  em plena
madrugada , sei que grandes 
problemas vem.
E não serão pequenos ... a falta de
oportunidades de melhorar minha
caminhada não tem nunca um fim.
Eu sinto muito por não
conhecer os segredos da ganância ,
a pobreza bate minha porta
no sentido de poder sobreviver
com ajuda do Estado.
E os morcegos continuam em bandos
a sobrevoar minha casa ,  eles soltam
ruídos de sonar  e plainam na árvore
de jambo ... para se alimentar o que a
natureza os dá.
Eu sinto muito por estar a escrever este
texto, que é minha realidade , pois minha
aposentadoria não suprime os meus 
gastos , principalmente na alimentação.
E os morcegos continuam suas 
mirabolantes revoadas. e meu amor
pela escrita continua em meu 
coração ... então não posso pedir
mais perdão, somente uma
imensa gratidão.

Ademir o poeta.

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