Pela fisionomia do tempo ilumina-se
A manhã temperamental e elegante
De feição a luz traça o perfil de um
Olhar acantonado à esquadria deste
Silêncio tão gentil e tão empolgante

Na expressividade de uma brisa
Esvai-se a manhã cochilando sobre
O semblante de uma hora ali encafuada
Numa careta singela ela pincela os beiços
Da solidão além perdida numa prece pactuada

Frederico de Castro

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