De todas as minhas mortes
Uma trouxe desalento
Não foi morte anunciada
Chegou às asas do vento.

Como quem tira o domingo
Pra visitar distante ente
Não trouxe qualquer bagagem
Esqueceu vários pertences:

- Uma inesperada lágrima
- Um fugitivo silêncio
- E um relógio adormecido

Sob a saudade e o tempo.
São tantas as minhas mortes
Mas nunca morri por dentro.


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Comentários (1)

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2011-06-01

Oi, gostei muito do seu poema. É tão inútil ter o relógio atrasado pelo bom soneto, admiro-o o seu melhor soneto quanto aos meus, veja os meus sonetos como "Soneto de Amor" e vai gostar muito. Um abraço!!!! Adorei um bom soneto como poeta!!!