Quando o olhar se transforma em palavras

Num sereno olhar transformo a linguística em
Expressões de afeto escrito versículo a versículo
Amanho a paz que lavro na sementeira semântica
Das palavras cogitadas, solicitadas…tão enamoradas
Atalho o caminho dilapidando as similitudes desta
Solidão desenhada no prelo dos lamentos poéticos
Intrometo-me em cada rima plagiada e suprida pela
Caligrafia das emoções intuitivamente afáveis e estéticas
Quando miro, curo, cuido e ressuscito o espectro do meu
Vocabulário degustativo, digerido entre adjetivos paliativos
Aprecio no paladar o alfabeto lírico onde pulula toda a adrenalina
Eloquente das palavras construídas na partitura dos silêncios putativos
Frederico de Castro
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