Paulo Sérgio Rosseto

Ainda precisamos de insetos
Que beijem uma flor e outra
Pela frutificação das espécies

Precisamos de voos e abelhas
De óvulos e pólens sem pressa
Para nos lambuzarmos de néctar

Ainda é tempo de vespas
Adoçadas de seiva e promessas
De que o tempo persista

Ainda encontramos formigas
Pequenas freiras do vento
Arando as golas da terra

Dessa casta derradeira
Somos também rastejantes
Precisando uns dos outros

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