Um dia de horror.
Minha mente está vazia onde
baratas e ratos passeia no meu imaginário.
No canto de meu quarto onde pedras
me sufocam neste calor:
vejo os caros buzinando com muito furor.
Um motorista xingando o outro
um transeunte correndo para não
ser atropelado... tudo parece que
estão vivendo o último dias de suas
vidas , minha nossa observo uma borboleta
pousando na janela de meu quarto
tão colorido que mais parecia
uma flor. Assim vou debruçado na
madeira da janela que está tão
quente , que arde meus braços e fico
desistindo a olhar os movimentos
dos humanos neste dia de horror.
Ademir o poeta.
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