O Cadaver.
Vou navegar o passado
para ver o que construí de melhor...
por mais que eu tente nunca
produzi nada > além de minha
imaginação.
Me verte pelo sangue o ato de ouvir
sempre trabalhe por amor ... e de empregado
durante sessenta anos , minha vida nunca
mudou.
Sinto no coração uma tristeza sem limite
sinto-me como uma barata , que existe no mundo
a milhares de anos , e sobreviveu a várias
catástrofes neste mundo de muita
procriação.
Vou navegar para o futuro, e agora
vejo , meu cadaver ser estudado
por estudantes que nem querem saber
a quem pertenceu.
Meu amor foi-se embora no trabalho
e em meus ossos que se derretem
para estudos nas universidades
desta nação.
Ademir o poeta.
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