Um pequeno grande homem.

Quais ruas desta minha cidade
que nunca caminhei... principalmente
a noite , quando chovia por demais
e minhas lágrimas  juntava-se  a esta
água ... por tanta aflição.

Que eu dançava  no meio das
ruas , onde antes bondes circulavam
faiscando os céus com eletricidade.

Me via sozinho , e este meu 
coração palpitava , cheio de angustia 
e muita solidão.

Agora que sou bastante adulto
me vejo circulando , em meio as
pequenas multidões.

Quais ruas desta minha cidade
que nunca caminhei... quando criança ,
quando adolescente , quando jovem ,
quando um pequeno grande homem despontava
para procurar amor.

Sempre sozinho, e este meu coração
palpitava de desiludido , por não achar uma delicada
mão , nestes últimos quarenta e oito anos
de  muita orações.

Orientava minha mente para as boas
ações  e minha vida nunca mudou.

Ademir o poeta.

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