Manhãs
do tanto de mim
que amanheço
sobram pedaços
sonhos que professo
rescaldo da vida
escaramuças do tempo
resvalos da memória
como arcabouço
necessidade intrínseca
em deixar-me povo
assuntar-me coletivo
nos atos que ouso
os que, sempre, vivo
os que, às vezes, morro
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