Sua endorfina
Fazendo da palavra a joalheria,
não busco o atalho do desejo;
E sim, insisto ser todo o universo
para recebê-lo potente e íntegro.
Não nos temos no momento,
mas me vejo sendo o teu riso,
o seu lidar com todas as artes
com domínio e pedestrianismo.
Enquanto não me tens mesmo,
sou a maior fonte de endorfina,
Tornei-me a sua grã liberação
com toda a calmante poesia.
Como afelandra em flor e raízes
imortais na amada Mata Atlântica,
não sou apenas enfeite ou pista,
assumo que sou a protagonista.
Porque descobri ser a alma da tua,
e a recíproca tem sido verdadeira;
Habitamos a transcendescência
com apego e sem interferência.
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