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Bolero

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Das larguras do tempo
AurelioAquino
AurelioAquino

no bolero de Ravel
o infinito se alarga
enche de cosmos
o chão da alma
foguetes bemóis
fusas disfarçadas
o som engravida
o útero do nada
os ouvidos apenas riem
o que a vida declara

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AurelioAquino BR

AurelioAquino

1952-01-29 · Parahyba

Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.

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