O cachorro dormia sossegado
em uma calçada.
- Coitado tão magrinho
- tão sofrido , que ao seu dono
se assemelhava.
Seu dono um mísero morador -de- rua
que se cobria com um papelão e dormia
o sono do justo , de tão cansado que estava.
A mulher toda desfigurada, em panos velhos
se acoitava bem junto a uma porta de
aço enferrujada .
- dormia o sono da virtude
-nada tenho ... então nada devo
a esta sociedade...nada...
Estas três figuras humanas , são criaturas
nascidas de amores diferentes... e procuravam
a terra prometida , que seu Deus  lhe tinha
dito  e prometido  na anterior madrugada.

Ademir o poeta
 

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