O Desnudar.
Deixem minha vida fluir... por favor
como um rio que bem lento e
devagar vai desaguando no grande mar.
Minha vida , me pertence - cheia
de peixes e uma grande e luminosa luz
permanente a domar.
Deixem este meu corpo nadar, nestas
águas tão mansas... que nos anjos
celestiais posso pensar.
Minha vida agora , já não me pertence...
pois deixe-me nas tristezas me
glorificar e afundar.
Então pois , deixe-me glorificar e
afundar ... para uma gloriosa vida se
desnudar e amar.
Ademir o poeta
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