Do arquipélago ao continente

Tudo o que une o arquipélago 

e o continente ao povo originário,

surgiu fortemente na mente,

Atacama, Chané, Charrúa e Chorote,

e vejo que vir a encontrar 

os teus olhos não é questão de sorte.

 

Tudo o que une o continente 

e o arquipélago ao povo originário,

trago comigo simplesmente,

Chulupí, Comechingón, Diaguita e Guaraní,

não nego que te admiro desde 

o primeiro dia que eu te vi.

 

Tudo em mim tem a cor de Ceibo

que do continente mira o arquipélago,

e com um poemário e profundo jeito, 

Huarpe, Kolla, Lule, Mbyá Guaraní,

e esperar o que há para ser revelado,

todo o dia é mais um que resisti.

 

Na ventania e no curso do rio 

que encontra o mar há algo

que entre nós está para surgir,

Ao escutar canções e sentir algo 

Mocoví, Ocloya, Pampa e Pehuenche,

em revelação no sul do sul continente.

 

Do arquipélago, do continente, 

do rio e o encontro com o mar,

Tudo nos leva a nos encontrar,

porque temos a urgência de amar;

Pilagá, Quechua, Ranquel e Sanavirón,

sabemos as rotas para os encontrar. 

 

Seja na terra, na água ou no ar,

está escrito no Hemisfério Austral

que o que há de mais romântico há de brindar; 

Selk'nam, Tapiete, Mapuche e Tehuelche,

Nada deles a gente nem por 

um instante a gente não esquece.

 

Não é hoje que tenho escrito 

que a gente se combina e se merece; 

Não há nada que desvie o destino

quando conhece da raiz até o caminho

em cantos de Toba, Tonocoté, Vilela e Wichí,

não me importo com quem duvide

ou pensa que o céu é o limite,

ou pense que a história acabou ou esqueci.

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