O sangue que corre, tinge da cor do rubi

a alma traiçoeiramente ferida.

Agoniza em dores, um amor.

 

As paredes se fecham, o teto desaba.

O mundo escurece sob o sol que brilha.

Não haverá nova alvorada

e negras nuvens de chuva

formam o novo céu.

 

O coração teima em bater

Como que desafiando a agonia.

As forças entretanto, esvaíram-se

pelos cortes abertos das feridas.

 

Perde-se a razão da importância

Quando viver significa amar.

Vazam por entre os dedos das mãos

os sonhos construídos pedra por pedra.

 

O amor sangra a alma!

Quem acreditaria se ouvisse dizer

que o amor, sangra a alma…

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