O DOCE QUE ME MATA
Doce da pior fruta,
Aquela ácida e espinhosa,
Quanto mais te como
Maior a minha luta.
Corroendo minhas entranhas,
Vai fazendo o seu estrago,
Não, esse poema não tem manha,
É só sobre coisas em que esbarro.
Quanto açúcar nesse fel,
E nem doce ainda está,
Azedo e podre mel,
Que vai me matar.
Na verdade já morri,
Morte das piores,
A vida não mais me sorri,
Felicidade? Nem as menores.
O sol está frio e tenso,
Seus raios não me acertam,
O frio já é denso,
Geleiras me cercam.
Sou, sei lá, fui, nem sei,
Quem sou eu nessa fila
Que vai dar lá no nada?
Ninguém! E não me grila!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Fome de viver. II
Minha fome de viver é tão grande que a beleza do mundo avança dentro de mim. as vezes fico alegre - e fico também um pouco triste. Por …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Pela fé h
Pela fé
Sem fé é impossível agradar a Deus. Está é uma verdade das verdades mais importantes de toda a bíblia! E porque não, não …
Helder Duarte
Jovem
“ouve meus conselhos, jovem – se desejas ser feliz a sabença dos antigos vale mais que a própria alma diz de vinho e bardos, sim, do eni…
Kelvis
Horárias
o dia tardando o tempo arranha a noite impertinente as horas pulam nos homens minutos rápidos em que se consomem a vida ponteiro reticent…
AurelioAquino