EU SOU A VIDA DESTROÇADA
Eu sou a própria vida,
Não a mais bela,
Sou a sofrida,
Que cai por tabela.
Eu sou a vida destroçada
Por um amor não vivido,
Talvez seja até desgraçada,
Disso eu não duvido!
Quem sou então?
Toda a fúria da natureza,
O vírus que te consome,
A praga da incerteza.
A vida me deixou sozinho,
Abandonado em meio à multidão,
Um ser pequenininho,
Sem um pingo de ambição.
Sou o que sempre fui,
Um zero em lugar nenhum,
Nem o zero eu sou,
Não existo de modo algum.
O que vejo no espelho? Nada!
Um borrão com olhos arregalados,
A vida me esmaga,
Aos poucos estou sendo triturado...
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