Ave-Maria
Quando a tarde, anuncia o poente
E olhos descrentes esperam pra ver
A magia do dia e do sol a agonia,
Da luz que irradia, buscando morrer.
A Ave-Maria na torre da igreja
Se ouve ao som dos sinos que bailam.
Em cada silêncio a vida se espreita
Em cada badalo os lamentos se calam.
Se a natureza se expressa em cores
E cobre de flores o chão desta terra,
Qual gado, se encerram desejos no peito
E se roga ao direito ao amor e a guerra.
Se ao fim do dia, as luzes se apagam
E os sonhos divagam em um mundo irreal,
O corpo descansa e a vida balança,
Criando equilíbrio entre o bem e o mal.
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