Violento Mar.
Minha voz se esvai - quando por ti
clamo - do amanhecer até ao anoitecer .
Minhas dores nos ossos ficam eternas - pois
nunca amei tanto ...quanto agora te amo.
Todos os firmamentos ficam avermelhados -
e no horizonte aparece um barco a vela de cor
azul - lilás - navegando bem devagar - nos
corredores de ondulados ventos.
Minhas dores de gritos - onde te vejo
partir neste barco - onde teu corpo
está firme nas cordas - e tua vestimenta
estão a esvoaçar .
Pois todo os firmamentos nesta hora - estão
se dirigindo bem ao alto mar - então todas as pinturas
destes enormes céus - se transformam em violentas
ondas - fazendo teu barco naufragar.
E minha voz se cala - quando por ti clamo -
vendo teu corpo naufragando e desaparecendo-
em ondas tão violentas - que nenhum artista pintor -
do passado pôde capitar .
Ademir o poeta.
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