O tempo fez maldade,
Ele não teve dó,
Acabou com a gente,
Não deixou nada em pé.

Passou rápido o nosso tempo,
Tanto que nem o vimos,
Achamos isso bom,
Mas ele estava nos destruindo.

Acabou, não tem volta,
Mas o mundo gira,
Um dia passo aí na sua porta,
Então, vê se não pira!

Aleatoriamente ando pelas ruas,
Gasto a sola dos sapatos,
Em breve estarei descalço,
E os pés em frangalhos.

Sabe? Eu não sei de nada,
Nem mesmo quero saber.
A vida está acabada,
Dela vou me esquecer...

Os anjos morreram fracos,
Perderam as suas asas,
Depois a ingenuidade,
E por fim, afundaram-se no chão.

Nada mais faz sentido,
Nem mesmo esse poema.
Mas que poema insano!
Acho vou me internar...

Maldade do tempo?
Maldade nossa, claro!
O coitado do tempo passou,
Como estava combinado.

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