O apito do trem permanece na minha mente.

Sinceramente não o sei - se as poesias
está dentro de mim ... ou estou com
meu corpo todo - sendo percorrido
por ela - em versos e melodias.

Se passo por uma pequena cidade
- onde os trilhos permanecem - mas
os trens de fumaça já se foram > a muito
e muito tempo atraz.

Existe ainda a estação - toda amarela
que o sol parece parado nela - no silêncio
desta abandonada casa - o cidadão
já se foi a tempo dela...aranhas tomam conta.

Passo por outra rua tão quieta como
um cemitério -  pois os mortos decidiram
de >  a muito tempo morarem nelas.

Esta voz que me percorre  - é uma palavra
ou duas bocas falando -  você está condenado
permanentemente calado.

Sinceramente não o sei - se também meus
chamados poemas  > tão diferente de outros -
com tantas simetrias  > que me faltam raciocinio
e outras belas palavras.

Adeus - cidade pequena - trilhos - que ainda
soltam faíscas pelo aço gelado  das belas
estrelas  nas madrugadas.
Até mais ver...apitos de minha mente - que
nunca se esquece de nada.

Ademir o poeta.

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