Meu Leve Fardo

Mentes impacientes nos iludem,

Elas forjam consolações fáceis.

Será assim que as coisas resolvem?

Ou você tem apenas ideias inúteis?

 

Você disse: vai ficar tudo bem,

Enquanto sei toda verdade.

Também nunca quis sofrer,

Infelizmente, essa não é a realidade.

 

Quando olho para Jó,

Quem sou eu para reclamar?

Quando olho para Paul,

Quem sou eu para reclamar?

 

Quando vejo as somalianas,

Quem somos nós para reclamar?

As pobres crianças saarianas,

Quem somos nós para reclamar?

 

Você tem noção disso?

Podes parar de reclamar?

Desculpe, isso é ofensivo?

Devemos parar de reclamar.

 

Quando vês doenças crônicas,

Você poderia parar e pensar?

Quando vês famílias destruídas,

Quem somos nós para reclamar?

 

Quando olho para as viúvas,

Quem somos nós para reclamar?

Olhe essas orfãs de pele ruiva,

Você ainda quer reclamar?

 

Se fosses tu nessa situação?

Por que invejas fardos alheios?

Na balança, coloquei sua porção,

Juro, nem chegou ao meio!

 

Elas são culpadas?

Não, teriam mais justificativas.

E Deus, é desinteressado?

Ei, cuidado com que pensamos.

 

Não te enfades com o desconhecido,

Agradeça a Deus, e viva cada dia.

Quem dá comida aos leãozinhos?

Desconhece tão bem sua vida!

 

Quando li sobre Jesus,

Entendi que não devia reclamar.

Que fardo suportou sua cruz!

Ainda continuará a reclamar?

 

Deus fez mais do que podia,

Dúvidas? a vontade!

Deus, em Jesus, deu sua vida,

Questionará ainda sua bondade?

 

 

 

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