acusação de Didaskaleion contra Elliott

Oh meritíssimo juíz,

Quão perfeita é sua justiça!

Trouxemos-te este jovem aqui,

E precisamos de uma sentença.

 

Recebemo-lo a um tempo atrás,

Sempre foi um garoto educado.

Não sabíamos o que havia detrás,

Quem desconfia dum rapaz de doze anos?

 

Era brilhante em ciências sociais,

Porém pouco sociável. 

Divorciado das ciências naturais,

Afirmou em si mesmo que era descartável!

 

Os colegas achavam-no esquisito,

Alguns até decidiram odiá-lo.

Andava com um pequeno grupinho,

Quanto ao resto, decidiu desprezá-los.

 

Seu orgulho intelectual era insuportável,

Ria-se dos que nada sabiam.

Com um sarcasmo imperceptível,

Escarnecia dos últimos da fila.

 

Aparentava ser um cristão devoto,

Era muito seguro de si mesmo.

Condenava incessantemente o namoro,

Vivia restringido feito um religioso.

 

Dotado de palavras duras,
Embora tivesse um humor divertido.

E com sua honestidade bruta,
Magoava seus elos mais afetivos.

 

Lembro das garotas humilhadas,

Esse rapaz não tem sentimentos

Lembro das almas feridas,

Vítimas de preconceitos.

 

Oh meritíssimo juíz,

Quão perfeita é sua justiça!

Trouxemos-te este jovem aqui,

E precisamos de uma sentença.

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Comentários (1)

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P. Chris Autor
2026-09-01

Sobre o poema: Julgamento Moral é uma alegoria. Elliott é um jovem acusado diante de um Juiz perfeito por três personagens que representam os ambientes que participaram da sua formação. Didaskaleion (??das?a?e???) representa a escola, que conhece seu comportamento social. Ekklesia (?????s?a) representa a igreja, que conhece sua vida religiosa. Oikos (?????) representa a casa, que conhece aquilo que ele faz em privado. As acusações não são necessariamente falsas: Elliott realmente errou e feriu pessoas. Porém, no fim, o Juiz mostra que os acusadores também são imperfeitos. Quando olha para Elliott, encontra nele alguns dos próprios pecados deles. Por isso, a sentença não é apenas para Elliott: "Arrependam-se, todos vocês são culpados." A ideia central é simples: podemos reconhecer corretamente os erros de alguém e, ainda assim, não ter o direito de nos considerarmos moralmente superiores a essa pessoa.