Amor Mudo
Um bouquet de sonhos atravessa a janela do peito,
traz o perfume secreto das coisas que não se explicam,
e o amor chega descalço, pedindo abrigo
Ora chama, ora tempestade, ora vertigem,
num jogo de levar e deixar, de dar e recusar,
como quem dança sobre o fio entre a certeza e o desejo,
até descobrir que amar também é florir por dentro.
E na distância, a saudade veste o próprio delírio,
O desejo pulsa como tambor debaixo da pele;
Há corpos, cores e multidões em movimento,
e a tua chegada transforma o vazio em constelação.
Um carinho que chega sem pedir licença
carrega saudades, promessas e prazeres antigos,
atravesso teus mares onde nenhuma bússola conhece o destino,
levando no convés a esperança e o medo,
E um beijo amadurece solitário sobre ti,
vermelho como a tentação, doce como uma memória,
E o tempo, silencioso, pergunta o que faremos com aquilo que somos.
E as respostas permanecem escondidas atrás dos olhos,
Tenho mundos inteiros dentro de uma palavra
Jheronimus
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