Rio Douro I - 11-09-2012
Arribas do Rio Douro
Que tantas vezes subi,
Ó que saudades eu tenho
Quando me lembro de ti.
Tens contornos tortuosos
Escarpas que não têm fim,
Serpenteando as arribas
Altas fragas e o alecrim.
Onde aves de rapinas
Têm condições ambientais,
Nos penedos rendilhados
Águias, abutres e mais.
Têm seus ninhos escondidos
Das raposas predadoras,
O lobo, a tal não se atreve
Prefere a caça das pastoras.
Gigantes fragas escarpadas
Pela erosão milenar,
Tingiu de cores variadas
Com efeitos a imaginar.
O número dois, podemos ler
Nas fragas do lado espanhol.
Quem não acredita, venha ver
E ouça, o canto do rouxinol.
Entras por fragas abruptas
Neste querido Portugal,
Aos poucos interruptas
Com tua calma natural.
Rio Douro, Rio Douro
Quantas enguias comi,
Tu és o maior tesouro
Dos rios que eu já vi !
São Paulo, 11-09-2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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