TRISTE ESPERANÇA !  -  (soneto) - 10/06/2008

Na praia, a onda quebra na areia mansa
Arrastando com ela pequeninos grãos,
Apagando tuas pegadas, e a lembrança
Onde caminhamos entrelaçando as mãos.

A areia volta e revolta, tu, jamais...
Fico imaginando ver-te a meu lado,
O marulho das ondas, sufoca meus ais
A noite avança em seu curso talhado.

Se ver-te era esperança, perverso pecado,
O céu rutilado, cravejado de estrelas,
Parece mandar-me um triste recado.

O último adeus, nas estrelas gravado
Eu, perdido, abalado, quais caravelas,
Nas ondas bravias do mar agitado !

São Paulo, 10/06/2008 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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