A lágrima é dor que purga a alma – (soneto)

A lágrima é dor que purga a alma,
É o som triste das mágoas, nostalgia,
Que delineia o tormento a cada dia
Estranho feito, que só o tempo acalma.

Angústia amorfia a zombar da alegria
Consume com seu rancor a exultação,
E a alma humana, cativa em seu arpão
No intento que esmorece quem sentia.

Da alma, é ela a expressão mais pura
Demonstração zelosa de penhor,
Sinal que no mundo a tal figura.

É esperança, que passou, não volta mais
Soluços... recordações de algum amor,
Ao que padece tormentos desiguais.

São Paulo, 12/01/2009 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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