A paciência (soneto) - 24/02/2014

A paciência é a sublime companheira
Somente inimigo da turba sem complacência,
E nos cria a oportunidade, a experiência
De lhe mostrar a tolerância derradeira.

Tu, suportas com o ânimo redobrado,
O peso da inconstância da volubilidade,
E triunfas contra toda adversidade
Tolerando com dignidade o enjeitado !

Paciência, és virtude de quem tem controle
Vences problemas e derrubas a tenacidade,
Dispensas resistência à reação do que brade

Sem equilíbrio, sem controle emocional
Sua única arte, consiste em falar mal.
Enquanto, lhe toleras a perversa índole !

São Paulo, 24/02/2014
(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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