Depois de cruzarmos

os cem metros em direção

à Caverna do Amor,

render-me mansamente

aos seus predicados,

Permitindo que os meus

cabelos sejam trançados

pelas suas amáveis mãos,

Algo sempre me disse 

que os caminhos

para nós já estavam traçados. 

 

Contemplar a bela floração

da Orquídea da Virgem

com o coração em rendição

sob a aurora hondurenha;

Não tem nenhuma explicação 

ainda de antever esta cena 

com inexplicável clareza.

 

Reconhecer que este tempo

todo, em vez de conversar

com qualquer um,

estava sempre escrevendo

um novo poema,

Esperando que um dia

você aparecesse,

e por acaso não acontecesse,

assim permaneceria 

até o destino assim permitisse.

 

[Sem saber quem é você,

percebo que estás presente,

embora não esteja fisicamente.]

 

 

 

 

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