Ao clarão da madrugada (soneto) - 31/08/2010

Logo resplende o clarão da madrugada
E num alado beijo a vibrar de amor
Nesse mágico harpejo inato da balada
Nas áureas culminâncias do sabor

Sobe ao cume o êxtase e o prazer
Não tem asas o desejo, vence o medo
Mil vontades prendem ao tal querer
E o amor libado se envolve no enredo

Para ir buscar, nas águas caudalosas
A força inquebrantável do instinto
Onde eólias harpas soam pelo vento

Onde vibra o sensorial pensamento
No lúcido momento, é quando sinto
O fluído das estrelas luminosas !...

São Paulo, 31/08/2010 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

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