Aos borbotões  -  27/02/2021  

Aos borbotões suspiramos a liberdade

Da harmonia, da ordem e altivez,

Não queremos sobre nós iniquidade,

Nem vaidade dum tirano que nada fez

- Mas sim a justiça, o direito e a verdade.

 

Despertai honrados e probos brasileiros

Erguei vossos olhares para a realidade,

Escutais os alaridos, não verdadeiros,   

Não contêm instintos da lei e civilidade

São impulsos contrários, direi fuleiros.

 

São convulsões impondo transformações

Por inteiro à nossa sublime liberdade,

É lavareda que irrompe, sem combustões

Incendiou a verdade, pela anormalidade

Estejamos cautos, atentos às solapações.

 

Bem cedo, ao nascer do sol, ficai atentos

Às inigualáveis aberrações e incoerências,

A que somos constrangidos sem alentos

E martelam na bigorna das paciências,

Coisas que entendemos não terem cabimento. 

 

Desperta meu povo desse sonho de quimeras

A esperança não é uma âncora confiável,

Ela sucumbe, enquanto a descrença impera,

Ignorar. A inércia não é nada aconselhável,

Vamos ficar atentos, jamais amedrontados !

 

São Paulo, 27/02/2021 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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