Aquarelas destoadas - (soneto) - 18/04/2016

Nas memórias da distância em que vivi
Guardei alimentadas as esperanças,
Mesmo rasgados os destroços que senti,
Encontro neles, ainda, vastas lembranças.

Mistérios de aquarelas destoadas
Dormem em minha alma livremente,
Surgidas de um sonho desgarradas
Das telas de um pintor, certamente.

São saudades que queimam lentamente,
P’las sombras da memória devoradas,
Como perdida no deserto, a semente.

Lá, morrerá por certo, recalcada
Queimada, como a saudade, lentamente,
A semente de um amor, imaculada !

São Paulo, 18/04/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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