Guerra dos ratos e das baratas.

Meus olhos estão se abrindo para
um firmamento ,  onde nuvens bem escuras
cobrem todas as estrelas , deixando que me observem
os carros que passam  -  no silêncio das árvores
que balançam com fortes ventos.

Sinto no peito meu  as  dores  dos gatos
tão pequenos , se alimentado  do lixo
deixado nos paralelepípedos  , tão antigos 
que também tem baratas e ratos chiando : 
 perto...dos bueiros que recebem as águas de um céu
tão escuro  como  o inferno de Dante.

Me abrigo em uma marquise  que de tão
antiga a chuva atravessa em pingos grandes ,
como pedras de gelos , nesta noite tão fria  e congelante.

Meus olhos se firmam  em ratos e baratas -
pois estão correndo atras  dos gatinhos ,  que
miam assustando os transeuntes.

Enfim me posto a andar sobre esta tempestade
de nuvens de grande escuridão ,  meu 
guarda chuva  está sendo levado -  pelos
fortes e incessantes longos uivos dos ventos.

Chegando em casa ao abrir a porta ... tenho
uma surpresa  - está cheia de águas - lixos -
ratos e baratas - chiando  como nas ruas
de uma cidade muito grande.

Ademir o poeta.


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