O Invisivel.
Ah. ar puro desta manhã
banhe meu corpo tão
invisivel como tu o és.
Leve meu espirito para as
matas virgens, que circundam
esta terra tão bela - para que eu
possa pelo menos sobreviver.
Ah. vento cégo ... pois tu vaes
nos mais horriveis lugares e não
ves e nos mais lindos , e tu
sentes o teu viver.
Ah. ar puro desta manhã
banhe meu corpo , entre nas matas
e colhes das árvores todos os frutos -
para os que tem fome , possam
finalmente os comer.
Ademir o poeta.
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