Ás vezes quase me lembro,
dos melhores poemas que escrevi.
Sou árvore do Outono da vida,
donde já caíram tantas folhas pró chão,
sou árvore sem dono,
sou um tronco torto,
mais que morto, um tomado de galhos,
sem flor nem esgalhos.
Sou a árvore destas primeiras horas de Outono,
que outrora fazia sombra aos raios de luz,
que tentavam passar um folhado que deslumbrava
toda a gente que por mim passava...

Luzerna, 22.09.2026, Joao Neves
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