Ludovico, um papagaio.
A memória desta ave é longeva
para boas ou más experiências.
E não se trata apenas de um poema,
é para deixar para a vida toda
registrado: porque o que se leva
na memória nunca será passado.
Há mais de três décadas foi
pela dona procurado.
Dizem que ele para a Baixada Litorânea,
na Região dos Lagos, foi levado,
e pode estar vivo em qualquer lado;
ele nasceu no Rio de Janeiro,
ele era amado e bem cuidado.
[Ludovico era um papagaio
que nunca mais foi encontrado.]
"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!"
— Casimiro de Abreu
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Algum movimento
Seguir o fio da meada não como se ele fosse um rastilho de pólvora ou a rachadura de uma parede ou mesmo (e melhor) as fendas abertas e…
Darlan de Matos Cunha
Saber
O saber ocupa lugar retém líquidos e abre silêncio após jantar novos temas o saber é um paradigma que ocupa espaço embora cada vez men…
Darlan de Matos Cunha
Dementes sem concussão cerebral
Dementes são arredios a muitas coisas fatos e gentes, sua tônica difere em muito daquela das garrafas, sim são maciços rochosos, e ainda…
Darlan de Matos Cunha
Introdução ao estigma
Começou sutil a construção do zero seus grãos com o nexo não visível suas mãos sem bolinar em público a língua soez, roas, malvaz de dest…
Darlan de Matos Cunha