Largou-me ao abandono , quando mais
precisei , orei  - criei - procurei  juventude  -
meus ideais  de  vida  até  mudei.
Tudo fiz para que não me abandonasse 
Tudo sacrifiquei de um bem estar  que conquistei.
E Agora !  tu me deixas na rua  abandonado
como um peregrino a procura de uma colombina
e muito... muito... apaixonado.
Ah. maldita és tu mulher sem coração 
sem palavra  , sem a minima afeição.
Que por mim juravas ter - loucura > loucura ...
esta é a palavra correta , que na tua mente passa.
Largou-me ao abandono , quando  mais  
precisei - maldita - mil vezes maldita  , que por ti
tantas coisas sacrifiquei. e agora ando nas ruas escuras
de minha cidade , vivendo nas sarjetas dos que
estão agora comendo ratos. Maldita - mil vezes maldita , pois
tuas  ofertas aos deuses  me desonraram como homem ,  e 
com tua  ira de vida > me matou.

Ademir o poeta.

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