Abriu seu peito com serra
de um puro aço... cortou os ossos
frontais, deslocou  seus pulmões de lado , e
com uma lanceta  foi cortando os nervos 
e separando as veias , que prendia 
este coração. Deu outra lancetada
e o retirou,  o exibiu aos alunos
que riam de sua eximia operação.
Ele ainda pulsava em suas mãos, como
uma bola de latex ... das árvores  vinda
dos sertões. Somente tinha um porem : o
sangue que escorria  era branco , mas não
de um humano coração.

Ademir o poeta.


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