Passado remoto.
Não consigo acompanhar o movimento
deste mundo - as vezes temo que estou
vivendo em um passado muito ...muito...
remoto - onde fagulhas de minha inteligência
dormiram em berço esplendido.
Não consigo seguir em frente nas
horas de dificuldades... me escondo atraz
de uma parede ou dentro de um
armário - cuja chave do aprendizado
joguei para fora.
Não foi por preguiça - não foi por
falta de insistência ... mas a sobrevivência
desta vida - me forçou a estacionar nesta
cidade onde habitam as mentes - sabedoras
do mundo em movimento.
E quando abri a porta do armário novamente
por quebra-la na força > o universo da sabedoria
já tinha avançado ... já tinha me excluido e me
mantido em um passado de outrora.
Ademir o poeta.
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