Último Ato: Interlúdio

Levantar-se-ão as cortinas

Sorrirás no espetáculo da vida

Executarás tua performance até a exaustão

Inevitavelmente cairás do púlpito, meu bem

Em uníssono te vaiarão

​Descerão lentamente as cortinas

Pousarás no relento da angústia

Recolhido estarás na solidão

Resigna-te no silêncio de tua presença, meu bem

Que pouco a pouco tuas máscaras cairão

​Mas não te demores, meu bem

A vida não te esperará

Para teu desespero, não percebes?

Que o show, independente de ti,

Continuará.

 

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