A Janela da Alma
Jorge E. Leal
Pela janela enxergo a ruína do mundo,
O tédio destrói a persona inconsistente,
Leva embora o desejo pela vida, afundo,
Almas perdidas saracoteiam na mente.
Batem cabeça sem nada saber do rito,
Por se mostrarem inertes ante o querer,
Diante do medo que cala e destrói o grito,
E suas máscaras caem sem nada conter.
Ante a beta incerteza do homem virtual,
E sucedeu o auto lobo alfa onipresente,
Face aos zetas nativos digitais sem igual.
Em lugar do propósito da vida comercial,
Bravos boomers estabilizaram a nascente,
Testemunhando a independência pessoal.
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