É A VIDA, MANO!
Tenho fé na vida,
Que é muito boa,
Dádiva das mais belas,
De todas, a minha escolhida.
Mas de vez em quando ela chora.
E daí, quem nunca?
Depois volta tudo ao normal,
A gente se ajuda...
E sigo andando para a frente,
A passos largos, sem escala.
Eu me mantenho indiferente
Ao que o mundo me fala.
Ele diz tanta bobagem,
Não sabe nada sobre mim,
Pode estar de sacanagem,
Zoando o meu caminho.
Fé mesmo, em Deus e na vida,
Um me fez viver, a outra é uma querida.
Rezo com confiança plena,
Pois sei que a recompensa vale a pena.
Sempre escolho a vida,
Não me dou com a morte,
Ela que fique encolhida,
Porque a vida me faz forte.
Nem tudo dá certo, tudo bem,
E nem tudo dá errado, que bom!
Eu devo me apegar ao que prospera,
Do resto não fico refém.
Ando confiante sempre,
De cabeça erguida e pernas firmes,
Presto atenção ao terreno,
Pois há perigo nas esquinas.
Sofro por pouco tempo,
Evito a escuridão,
A tristeza deixo ir com o vento,
A felicidade levo no meu coração.
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