Liberdades e opioides
Nem sempre à noite, mas de noite, sempre.
As chaves rodam soturnas, esperançosas de um voltar tardio.
Lá fora, o fumo passa ao dedo, em rodas, onde querem ver e ser vistos.
Circulam, dotados de liberdade, mas por vezes, estáticos pela estética.
Calor, Música, Frio, Luzes: desculpas ou razões?
Uns conseguem, outros tentam; e ainda há quem reflita amedrontado.
No fundo, todos se equivalem.
O tempo fará com que direitos passem a deveres e o que resta é memória.
Alegrando-se ou magoando-se quem quiser.
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