Jorge E. Leal

 

Na pista do moinho de vento,

Trilha do encontro, caminho...

O cavaleiro não tem assento;

Ficou abandonado e sozinho.

 

Ainda está azeda ao andante,

Aos cérberos e titãs as escrevo,

No verdadeiro sentido amante,

Igual arte ao artista prescrevo.

 

Os moinhos de vento se foram,

Perdidos nos significados vãos;

De uma vida errante devoram.

 

Na visão cansada dos anciãos,

Os sentidos da arte pereceram:

O menino insano espalha grãos.

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